O casamento é um momento de celebração, união e realização de sonhos. Para o casal Jalciane Ofila de Lima, 30 anos, e Esliú da Silva Cavalcante, 31, essa data tem um significado ainda mais especial.
Após 12 anos de relacionamento, eles decidiram formalizar a união no casamento coletivo “Enfim, Casados!”, organizado pela Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR). As inscrições seguem abertas até 4 de abril.
O projeto é voltado a casais que desejam formalizar a união, mas enfrentam dificuldades financeiras ou burocráticas. A edição deste ano deve reunir 260 casais, no Parque do Rio Branco, e conta com o apoio da Vara da Justiça Itinerante, do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), da Prefeitura de Boa Vista e dos Cartórios do 1º e 2º Ofícios da capital.
Quem tiver interesse deve procurar um dos cartórios, das 8h às 14h. A lista de documentos está disponível no edital publicado no site da DPE-RR (www.defensoria.rr.def.br), no topo da página principal.
AMOR DESDE A ESCOLA: Jalciane e Esliú, que se conheceram ainda na época da escola, não perderam tempo e se inscreveram no casamento coletivo já no segundo dia de inscrições. A aproximação começou de maneira inusitada: uma prima de Jalciane – que não tinha celular – usava o telefone dela para conversar com Esliú. Com o tempo, a prima perdeu o interesse e Jalciane passou a trocar mensagens com Esliú, com o consentimento da prima. Eles viraram amigos, depois namorados. Hoje, são pais de duas meninas: Khaleesi e Lorena.
A decisão de casar partiu das filhas, pois era um desejo delas. “Elas estão superempolgadas. Elas sempre perguntavam por que a gente não era casado. Era difícil explicar que o dia a dia e os custos atrapalhavam. Mas agora, com essa oportunidade, tudo vai dar certo”, contou Esliú.
Jalciane lembra de um pedido especial da filha mais nova. “Ela chegou a dizer: ‘Mãe, sabe o que eu quero de presente de aniversário? Que a senhora e o papai se casem’. Poucos dias depois, eu soube da inscrição para o casamento coletivo. Na hora, lembrei dela e pensei: pronto, esse será o presente de aniversário”, compartilhou.
Para tornar a cerimônia ainda mais especial, o casal deseja que as filhas participem do casamento como damas de honra. “Elas sempre pediram para a gente casar. Ter as duas conosco neste dia vai ser emocionante”, afirmou a noiva.
À medida que o grande dia se aproxima, os sentimentos se misturam entre ansiedade e alegria. “Parece que a ficha ainda não caiu. Dá um nervosismo, um frio na barriga, como se estivéssemos no início do namoro. Mas saber que logo estaremos oficialmente casados nos enche de felicidade”, concluiu Jalciane.
Fonte: ASCOM